
Tropicália
Baco Exu do Blues
A reinvenção da Tropicália por Baco Exu do Blues na atualidade
Em "Tropicália", Baco Exu do Blues se apresenta como um continuador e renovador do movimento cultural que marcou o Brasil nos anos 1960. Ao se autodenominar "a nova Tropicália em fragrâncias", ele propõe uma atualização desse legado, trazendo a crítica social e a experimentação artística para o contexto urbano e periférico do Nordeste brasileiro. Isso fica claro em versos como "Nordeste mi casa, meu quintal violento", onde Baco conecta a tradição de inovação da Tropicália à sua própria vivência, marcada por violência, marginalidade e resistência cotidiana.
A letra mistura referências religiosas e mitológicas, como Exu, Buda e Jesus, para criar uma espiritualidade híbrida e questionadora. Em trechos como "Meu som é Buda vendo as bunda balançar / Vendendo coca na igreja / Jesus sou seu irmão caçula, me proteja", Baco ironiza a busca por iluminação espiritual em meio ao caos urbano e denuncia a hipocrisia religiosa e a mercantilização da fé. Metáforas como "gozo, gasolina e breja molham o asfalto" e "se o orgasmo é santo, escuto Cristo em seu grito alto" reforçam a fusão entre o sagrado e o profano, característica tanto da Tropicália original quanto da obra de Baco. Ao afirmar "Exu do blues me recompus queimei a encruzilhada / Não me enquadro a nada", ele reafirma sua identidade múltipla e insubmissa, recusando rótulos e limites impostos pela sociedade. Assim, a música se transforma em um manifesto de renovação cultural, espiritual e poética.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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