
Canto de Iemanjá
Baden Powell
A espiritualidade do mar em "Canto de Iemanjá" de Baden Powell
"Canto de Iemanjá", de Baden Powell, destaca a forte conexão entre a religiosidade afro-brasileira e elementos naturais como o mar e a lua, fundamentais no culto à orixá Iemanjá. O verso “Iemanjá é dona Janaína que vem” faz referência a um dos nomes populares da divindade, ressaltando seu papel maternal e protetor nas águas. Já o trecho “Iemanjá é muita tristeza que vem” traz um tom de melancolia, sugerindo que a relação com a orixá envolve tanto reverência quanto respeito diante do mistério do mar e da existência.
A letra utiliza imagens como “vem do luar no céu / vem do luar / no mar coberto de flor” para criar uma atmosfera de serenidade, onde mar e lua simbolizam beleza, mistério e espiritualidade. O convite “Se você quiser amar / se você quiser amor / vem comigo a Salvador / para ouvir Iemanjá” liga a experiência religiosa à cidade de Salvador, importante centro do candomblé, e sugere que amor e devoção se manifestam plenamente nesse contexto. O trecho “na maré que vai / e na maré que vem / do fim, mais do fim, do mar / bem mais além” amplia o significado, mostrando que a influência de Iemanjá e o sentimento de amor ultrapassam fronteiras físicas. A fusão dos instrumentos do candomblé com a música popular brasileira, característica do álbum "Os Afro-Sambas", reforça essa ponte entre tradição e modernidade, tornando a homenagem à Iemanjá ainda mais profunda.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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