
El Preso Número Nueve
Joan Baez
Justiça, honra e tragédia em “El Preso Número Nueve”
"El Preso Número Nueve", interpretada por Joan Baez, apresenta a história de um homem que, ao flagrar a traição de sua esposa com um amigo, comete um duplo homicídio. O protagonista não demonstra arrependimento, mesmo diante da morte, o que revela uma visão rígida de justiça pessoal e honra, características marcantes das narrativas trágicas mexicanas. O verso “Los maté si señor / Y si vuelvo a nacer / Yo los vuelvo a matar” (“Eu os matei, sim senhor / E se eu nascer de novo / Eu os mato de novo”) mostra que ele enxerga seu ato não como erro, mas como uma resposta inevitável à traição, reforçando o tema da vingança como justificativa moral.
A conversa com o padre na cela, pouco antes da execução, aprofunda o conflito entre justiça terrena e julgamento divino. Ao dizer “Padre no me arrepiento / Ni me da miedo la eternidad / Yo sé que allá en el cielo / El ser supremo nos juzgará” (“Padre, não me arrependo / Nem tenho medo da eternidade / Eu sei que lá no céu / O ser supremo nos julgará”), o personagem transfere a responsabilidade final de seus atos para uma instância superior, rejeitando o arrependimento tradicionalmente esperado em situações de confissão. Composta por Roberto Cantoral e popularizada por Joan Baez, a música reflete o fatalismo e a honra presentes na cultura popular mexicana, além de abordar questões universais sobre justiça, culpa e o limite entre o humano e o divino.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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