
Dia da Caça
BaianaSystem
Ciclo de sobrevivência e resistência em “Dia da Caça”
Em “Dia da Caça”, BaianaSystem apresenta uma visão cíclica da vida nas periferias urbanas, marcada pela alternância entre ser vítima e sobrevivente. Logo no início, a expressão “dia da caça, dia do caçador” destaca a instabilidade e a tensão constantes enfrentadas por quem vive à margem da sociedade. O verso “Seleção é natural / Peneirou, peneirar” faz referência à luta diária pela sobrevivência, evocando a ideia de que apenas os mais adaptados conseguem resistir às adversidades impostas pela desigualdade social e pela violência.
A música utiliza imagens fortes, como “calamidade toma conta da cidade / Tem buzu pegando fogo”, para retratar situações reais de caos urbano, como protestos e confrontos frequentes em grandes cidades brasileiras. O trecho “E a polícia violenta vai ditar a política” denuncia a repressão policial e a influência do aparato de segurança sobre a vida nas periferias, reforçando o tom de resistência da canção. Ao mesmo tempo, versos como “Livre da maldade, livre da angústia, livre da dor” e “Pra conquistar tem que ter bravura / Segura a cintura da pele escura” celebram a força e a resiliência da população negra e periférica, destacando a superação diante das adversidades. A colaboração com Gilberto Gil em 2020 une tradição e modernidade, reforçando o papel da música como instrumento de denúncia, resistência e afirmação cultural.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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