
Emoriô / Dia da Caça (part. Gilberto Gil)
BaianaSystem
Espiritualidade e resistência em “Emoriô / Dia da Caça”
A união de “Emoriô” e “Dia da Caça”, interpretada por BaianaSystem com participação de Gilberto Gil, destaca a força da ancestralidade afro-brasileira e a resistência diária nas periferias urbanas. O termo “Emoriô”, de origem nagô, é associado ao amor e à natureza, especialmente a Oxalá, figura central do candomblé. Isso aparece nos versos “O sol, a lua, o céu / Pra Oxalá”, que evocam pedidos de proteção e bênçãos, enquanto o refrão “Ê, emoriô” funciona como um mantra coletivo de força e união, reforçando a importância da espiritualidade africana na cultura baiana.
Ao incorporar “Dia da Caça”, a música aborda a luta para superar dificuldades sociais. Em “Sem grana há uma semana, mas não vou atolar / Pedir proteção pra chamã aiatolah”, a letra mistura referências religiosas e culturais, mostrando que sobreviver exige coragem e fé. A frase “Seleção é natural / Peneirou, peneirar” sugere a necessidade de resiliência diante de um ambiente hostil, enquanto “Livre da maldade, livre da angústia, livre da dor” expressa o desejo de se libertar dos sofrimentos impostos pela vida. A fusão de ritmos tradicionais, como o ijexá, com elementos urbanos do reggae e do rap, reforça a ideia de uma identidade baiana plural e em constante transformação, que valoriza tanto a herança quanto a inovação.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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