
Campeiro que Canta Triste
Baitaca
Tradição e resistência em "Campeiro que Canta Triste"
"Campeiro que Canta Triste", de Baitaca, expressa de forma clara a angústia diante da destruição ambiental e cultural no interior do Rio Grande do Sul. A música destaca como a tristeza do campeiro vai além do sofrimento individual, representando o lamento coletivo de uma tradição ameaçada. O verso “O que me faz cantar triste / É esta destruição” mostra que a dor está diretamente ligada à transformação do campo, onde a agricultura intensiva substitui práticas tradicionais e causa danos irreversíveis à fauna e à flora. Isso fica evidente em “Bicho de pelo e de pena tão morrendo / Nas lavoura envenenada”, uma crítica direta ao uso de agrotóxicos e à morte dos animais nativos.
A letra também aborda a fragmentação das grandes estâncias e a mudança nos métodos de doma de cavalos, criticando a “doma racional” e a diminuição dos “ginetes” tradicionais. O trecho “Tão estragando os cavalos / Com esta doma racional” simboliza a perda de técnicas ancestrais e a descaracterização do modo de vida campeiro. No final, o apelo para que se retome a pecuária, em vez da agricultura intensiva, reforça a resistência cultural e econômica: “Este meu verso é um apelo pra que voltem / Para a pecuária de novo”. Assim, a música se transforma em um manifesto nostálgico e crítico, pedindo a preservação do campo, da cultura e da dignidade do povo gaúcho diante das mudanças impostas pelo progresso.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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