
Lamento de Pobre
Baitaca
Realidade rural e resistência em “Lamento de Pobre” de Baitaca
“Lamento de Pobre”, de Baitaca, retrata de forma direta e sem rodeios a dura realidade da vida rural, marcada pela pobreza e pela falta de perspectivas. A letra utiliza expressões regionais e comparações típicas do vocabulário gaúcho para transmitir o sentimento de desamparo, como no verso “Tô mais delgado do que chino piqueteiro”, que enfatiza a gravidade da fome ao comparar a magreza extrema a uma figura conhecida no campo. O cotidiano descrito é de privações constantes: a casa em ruínas (“Meu biongo véio' balança pior que uma rede”), a panela enferrujada, a impossibilidade de comprar fiado e o sofrimento das crianças, que “não brincam mais, a metade passa chorando e o resto se coçando d'uma sarna desgraçada”.
Além de relatar a miséria, a música faz uma crítica social ao conectar a crise pessoal à situação política do país, como na frase “Se não mudar o presidente só até capaz de morrer”. O uso de metáforas e hipérboles, como “pulguedo desgraçado” e “finção me chupa o sangue”, reforça tanto o desconforto físico quanto o sentimento de exploração e esgotamento. Apesar do tom de desabafo e resignação, há espaço para um humor amargo, característico de Baitaca, que aparece em frases como “Me bate um calor nos ovo' que quase apodrece tudo”. Assim, a música vai além do retrato da pobreza, denunciando a invisibilidade e a falta de esperança de quem vive à margem, ao mesmo tempo em que valoriza a autenticidade e a resistência da cultura gaúcha.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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