
Cartas de Amor
Balthazar
Vulnerabilidade e saudade em "Cartas de Amor" de Balthazar
Em "Cartas de Amor", Balthazar expõe de forma clara a vulnerabilidade de quem sofre com o fim de um relacionamento marcante. A música destaca a dificuldade do personagem em lidar com seus próprios sentimentos, especialmente ao admitir para si mesmo e para os outros que ainda está preso ao passado. O trecho “Digo, a todos os amigos, que esqueci, Nego, mas eu tenho vergonha, De falar” mostra como o orgulho e a vergonha impedem uma conversa honesta sobre a dor da separação, criando uma barreira para a reconciliação ou até mesmo para o desabafo.
A repetição do ato de reler as cartas de amor, mesmo sabendo que isso só traz “uma grande dor”, reforça o ciclo de nostalgia e sofrimento de quem não consegue se desapegar. A música também traz lembranças de momentos compartilhados, como “os passeios pelo parque, Nossa praia, nosso lar”, que representam a intimidade e o cotidiano perdido. A solidão é apresentada de forma direta, especialmente em “Sinto falta dos carinhos, Não suporto a solidão”, evidenciando a sinceridade da canção. O reconhecimento da própria covardia, ao afirmar “Covarde eu sei que sou, Não vou, negar”, traz um tom de autocrítica que aproxima o ouvinte da experiência do personagem. Lançada em 1975, época em que baladas confessionais estavam em alta, a música reforça o tema atemporal da dificuldade de superar um grande amor e o conflito entre orgulho, saudade e desejo de reconciliação.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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