
Arca Azul
Bana
A saudade e a dor da perda em "Arca Azul" de Bana
Em "Arca Azul", Bana utiliza a imagem da "arka azul" como uma metáfora marcante para a morte e a separação definitiva. A embarcação simboliza o afastamento de alguém querido, sem possibilidade de retorno ou consolo, um tema recorrente na morna cabo-verdiana. Esse sentimento de perda irreversível aparece claramente em versos como “Sen podê oiá nhas lágrima” (Sem poder ver minhas lágrimas), mostrando a impossibilidade de compartilhar a dor com quem partiu. A trajetória de Bana, sempre ligada à expressão da saudade e da melancolia, se reflete de forma intensa na letra, que mergulha na solidão e no sofrimento após a perda de um grande amor.
A repetição de versos como “Txa-m ben sentá, txa-m ben txorá” (Deixa-me sentar, deixa-me chorar) e “Já N fká mi so nes munde, ó, jente!” (Já fiquei sozinho neste mundo, oh, gente!) reforça o peso da saudade e a sensação de abandono. O trecho “Anju di mar ben kebra-m nha animason / El levó-be di repente, el mergulha-m nun sofrimente” (Anjo do mar veio quebrar minha alegria / Ele te levou de repente, me mergulhou em sofrimento) traz a figura do "anjo do mar" como responsável por levar a pessoa amada, aprofundando o tom de resignação da canção. O narrador chega a desejar a morte para não mais lembrar da “flor ku N ama txeu” (flor que eu amei tanto), evidenciando a intensidade da dor e da saudade. "Arca Azul" resume a essência da morna: a expressão sincera da dor, da saudade e do amor perdido, temas centrais na obra de Bana e na cultura musical de Cabo Verde.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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