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Opereta Sertaneja

Banda Avis Rara

Letra

    Bezerro magro de urubu ter dó, ter dó
    Cacimba lama, depois sé pó
    Capim bagaço garrancho graveto
    Juriti, nambu, calango no espeto

    Peito murcho não da leite
    Mas acalma a criança
    Pois não há quem aceite
    Tanta falta de esperança

    O gibão e minha armadura
    O facão e minha espada
    Manejada com a mão dura
    Calejada na inchada

    Meu Destino é morrer
    Enterrado numa rede
    Cansado de sofrer
    De Fome ou de sede

    Bezerro magro de urubu ter do, ter do
    Cacimba lama, depois sé pó
    Capim bagaço garrancho graveto
    Juriti, nambu, calango no espeto

    No sertão e diferente
    Coronel sem patente
    Escravo sem corrente
    Terra sem semente

    Mas quando a chuva molha a terra
    Sai a vida até de pedra
    E como em toda guerra
    O sertanejo não se entrega

    Salve meu sertão nordestino

    Composição: Marcos Profeta, Martin Luther. Essa informação está errada? Nos avise.

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