
Canto do Amor e do Trabalho
Banda do Casaco
Relação entre tradição e modernidade em “Canto do Amor e do Trabalho”
Em “Canto do Amor e do Trabalho”, a Banda do Casaco explora o cotidiano do trabalhador rural português, destacando a relação próxima entre o homem e os animais, evidenciada por comandos como “arre burra!” e “anda bonita!”. Essas expressões, típicas do campo, reforçam a autenticidade do cenário e mostram o compromisso do grupo em valorizar e, ao mesmo tempo, satirizar elementos da cultura rural, especialmente em um período de intensas mudanças sociais em Portugal nos anos 1970.
A letra descreve a rotina exaustiva do trabalhador, marcada pelo cansaço físico (“Ah! Como nos dói o corpo”), pela escassez de recursos (“A merenda é pouca / E o trabalho, o trabalho é duro”) e pelo desejo de preservar a tranquilidade do lar ao retornar (“Ai não vá acordar a menina”). O ambiente familiar é retratado com simplicidade e afeto, enquanto a passagem das estações e o cheiro da ceia no braseiro evocam uma nostalgia por uma vida simples, mas difícil. A canção também traz uma crítica social sutil ao mencionar a terra como “ladra” e “farta”, mostrando a dualidade do campo: lugar de abundância e de desafios. Assim, a Banda do Casaco homenageia e questiona a idealização da vida rural, apresentando um retrato afetivo e crítico de uma Portugal em transição.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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