
E Lá Vou Eu
Banda Mel
Denúncia social e resistência em "E Lá Vou Eu"
"E Lá Vou Eu", da Banda Mel, se destaca por abordar questões sociais profundas, conectando problemas locais e globais. A música utiliza o Pelourinho, bairro histórico de Salvador, como símbolo de resistência e denúncia. O verso “Liberdade ao povo do Pelô” faz referência direta à luta da população negra por direitos, enquanto “Pelourinho contra a Prostituição” denuncia a marginalização e a exploração sexual na região. A canção foi criada como um protesto social, trazendo temas como a expansão da AIDS no Brasil (“AIDS se expandiu / E o terror já domina o Brasil”), a poluição industrial em Cubatão (“Brasil liderança / Força e Elite na Poluição / Em destaque o terror, Cubatão”) e a fome em Moçambique (“Moçambique, hei / Por minuto um homem vai morrer / Sem ter pão nem água pra beber”).
A letra também critica o descaso do governo brasileiro com o Nordeste, usando a metáfora “Na Bahia existe Etiópia / Pro Nordeste o país vira as costas” para destacar o abandono e a desigualdade regional. Ao citar Desmond Tutu e Nelson Mandela, a música amplia seu protesto, homenageando líderes da luta contra o apartheid e conectando a resistência baiana à africana. O refrão “E lá vou eu” funciona como um chamado à ação e à persistência, transmitindo esperança e força coletiva diante das adversidades. Assim, a canção se consolida como um manifesto engajado, que utiliza referências locais e globais para denunciar injustiças e inspirar mobilização.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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