Traição
Banda Pagodão
Empoderamento feminino e ironia social em “Traição”
A música “Traição”, da Banda Pagodão, se destaca por desafiar o padrão tradicional do pagode baiano ao dar protagonismo às mulheres em um gênero historicamente dominado por homens. A presença de vozes femininas não é apenas simbólica, mas se reflete diretamente na letra, que questiona o duplo padrão de gênero em relação à traição e ao prazer. O refrão, “Se ele pode comer eu também vou dar”, usa uma linguagem popular e direta para escancarar a busca por igualdade de direitos e liberdade sexual para as mulheres, confrontando normas machistas de forma clara e provocativa.
A letra faz uso de expressões típicas do pagode, como “só ele pode trair, só ele pode curtir”, para ironizar a ideia de que apenas os homens têm permissão social para serem infiéis ou se divertir. Ao afirmar que, se o homem pode ser “canalha, bravo foda, safado cachorro louco”, a mulher também pode assumir o controle de sua sexualidade. O verso “Imagine sua mulher com todos de vez” desafia abertamente o tabu da mulher sexualmente ativa, enquanto repetições como “eu sento traindo ele” e “eu boto traindo ela” reforçam a ideia de reciprocidade e justiça nas relações. Com um tom descontraído e debochado, “Traição” se transforma em um manifesto divertido e ousado por igualdade de direitos no amor e no prazer.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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