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Já Não Há Pardais No Céu

Bandidos do Cante

Solidão e melancolia em "Já Não Há Pardais No Céu"

Em "Já Não Há Pardais No Céu", os Bandidos do Cante utilizam imagens como pardais e cigarras, símbolos da vida rural e da alegria no Alentejo, para ilustrar uma perda que vai além do fim de um relacionamento. A repetição do verso “Já não há pardais no céu / Nem cigarras nas noites de verão” destaca o vazio e o silêncio deixados pela ausência do amor, como se até os sons e movimentos naturais tivessem desaparecido junto com a felicidade.

A letra descreve a rotina após a separação, marcada por gestos automáticos e solidão: “A conversa fica feia / Já não há sopa pra ceia / Nem vontade de jantar” e “Pra dormir não há carinho / Não há beijos no caminho”. O cotidiano, antes compartilhado, torna-se sem propósito, evidenciado também em “Falo a sós com os meus botões / Chovem mágoas e trovões / Estou cansado de voar”. As metáforas simples, mas diretas, conectam-se ao cante alentejano, tradição que os Bandidos do Cante reinterpretam para expressar sentimentos universais de perda e melancolia, tornando a canção próxima e sensível para diferentes gerações.

Composição: Jorge Benvinda. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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