
Billy Negão
Barão Vermelho
O humor e a crítica social em “Billy Negão” do Barão Vermelho
Em “Billy Negão”, o Barão Vermelho faz uma releitura irônica do mito do fora-da-lei, adaptando a figura de Billy the Kid para o cenário carioca dos anos 80. A música transforma o lendário bandido em um personagem comum, que comete um pequeno furto por amor e acaba se dando mal. O verso “Bati uma carteira pra pagar o meu pivô / Sorri cheio de dentes pro meu amor / Ela nem ligou, foi me xingando de ladrão” mostra como o protagonista tenta impressionar, mas só acumula fracassos e decepções. O tom descontraído e a linguagem coloquial reforçam a ironia e o humor da situação, enquanto a energia do rock do Barão Vermelho dá ritmo à narrativa.
A letra segue como uma crônica urbana, mostrando a sequência de desastres que se desenrola após o ato impulsivo de Billy. O refrão “Pega ladrão! Pega ladrão!” e a descrição de Billy sendo baleado, preso e condenado acentuam o tom tragicômico da canção. Expressões como “marco touca é com o coração” e “deixou na minha conta um conhaque de alcatrão” trazem o clima de malandragem e leveza, mesmo diante das adversidades. No final, a música sintetiza sua ironia ao mostrar que o bandido não é um vilão, mas sim um apaixonado azarado, vítima de suas próprias escolhas e do ambiente em que vive. Assim, “Billy Negão” faz uma crítica sutil à marginalização e à busca por aceitação, sem perder o humor e a irreverência característicos da banda.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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