
Carnaval
Barão Vermelho
Liberdade e solidão urbana em "Carnaval" do Barão Vermelho
A música "Carnaval" do Barão Vermelho usa a festa popular como símbolo de uma busca intensa por liberdade, prazer e fuga das limitações emocionais. O verso “eu danço no temporal” mostra a entrega ao caos e à imprevisibilidade, enquanto “eu queimo meu arsenal” indica o abandono das defesas, como se o personagem estivesse disposto a se expor totalmente durante a folia. As menções a “trilhos pela central” e “tribos do litoral” reforçam o cenário urbano e diverso do carnaval, conectando diferentes pessoas e realidades em um mesmo espaço de celebração e excessos.
A letra também traz um tom provocativo em versos como “vem me abocanhar” e “sua saia preta eu quero estraçalhar”, misturando desejo, sedução e uma agressividade lúdica, típica do clima permissivo do carnaval. No entanto, há uma camada de melancolia e crítica, especialmente em “sedução não passa de traição” e “solidão, sozinho na multidão”. Nesses trechos, o carnaval aparece tanto como válvula de escape quanto como máscara para sentimentos de isolamento e desilusão, um tema comum no rock urbano dos anos 80. O contexto do álbum, marcado por uma fase de transição da banda e uma sonoridade mais pesada, reforça essa dualidade entre festa e desencanto, mostrando o carnaval como espaço de liberdade, mas também de ilusões passageiras e solidão coletiva.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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