
Flores do Mal
Barão Vermelho
Contrastes do amor e dor em "Flores do Mal" do Barão Vermelho
A música "Flores do Mal" do Barão Vermelho faz uma referência direta ao livro "As Flores do Mal", de Charles Baudelaire, trazendo para a canção a ideia de que sentimentos intensos, mesmo quando parecem belos e promissores, podem resultar em dor e decadência. O verso “Da semente mais rica, nasceram flores do mal” resume essa dualidade, mostrando que o amor, mesmo em sua forma mais pura, pode se transformar em sofrimento e desilusão. Essa ligação com Baudelaire reforça o contraste entre o belo e o sombrio, um tema central tanto na obra do poeta quanto na música da banda.
A letra também aborda a vulnerabilidade diante do outro, como em “Você tem a faca, o queijo e meu coração nas mãos”, sugerindo que a pessoa amada tem o poder tanto de ferir quanto de curar. O pedido para não ser lançado “no mar de solidão” e para não ser “retalhado em escândalos” revela o medo da exposição e do abandono. A repetição de que “a mesma mão que acaricia, fere e sai furtiva” reforça a ambiguidade dos sentimentos e das ações dentro do relacionamento. O tom melancólico e reflexivo da música, intensificado pela participação do acordeonista Sivuca, cria uma atmosfera que traduz a sensação de perda e a dificuldade de lidar com as consequências de uma paixão intensa e destrutiva.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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