
O Tempo Não Pára
Barão Vermelho
Crítica social e resistência em "O Tempo Não Pára"
Em "O Tempo Não Pára", Barão Vermelho, com letra de Cazuza, faz uma crítica direta à estagnação social e política do Brasil. A ironia aparece logo nos versos “Eu vejo o futuro repetir o passado / Eu vejo um museu de grandes novidades”, que resumem a sensação de que, apesar das aparências, o país não avança de verdade. O artista usa imagens fortes, como “a tua piscina tá cheia de ratos”, para denunciar a corrupção e a hipocrisia das elites, enquanto “tuas ideias não correspondem aos fatos” evidencia o abismo entre o discurso oficial e a realidade vivida pela população.
A música também tem um tom autobiográfico, especialmente quando Cazuza canta “Mas se você achar que eu tô derrotado / Saiba que ainda estão rolando os dados”. Ele responde às especulações sobre sua saúde após o diagnóstico de AIDS, mostrando resistência e vontade de viver. Ao longo da letra, Cazuza se coloca como alguém à margem, “cansado de correr na direção contrária”, sobrevivendo sem o apoio de quem o julga. O verso “transformam o país inteiro num puteiro / pois assim se ganha mais dinheiro” amplia a crítica, mostrando como interesses econômicos degradam a sociedade. Assim, a canção se torna um retrato ácido do Brasil dos anos 1980, mas permanece atual ao abordar temas como exploração, desigualdade e resistência.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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