
Não Gosta
Bárbara Bandeira
Ironia e afirmação feminina em “Não Gosta” de Bárbara Bandeira
Em “Não Gosta”, Bárbara Bandeira utiliza a ironia para expor as críticas e cobranças do parceiro, transformando detalhes simples, como o batom vermelho e a foto no espelho, em símbolos de uma disputa por autenticidade e liberdade dentro do relacionamento. Esses elementos, comuns no cotidiano e nas redes sociais, representam a resistência da protagonista em ser ela mesma, mesmo diante das tentativas do outro de impor suas expectativas. O verso “ainda bem que nada do que eu faça é pior que um risco no seu carro” destaca, de forma bem-humorada, a superficialidade das prioridades do parceiro, sugerindo que ele valoriza mais objetos do que sentimentos ou a individualidade da companheira.
A música também questiona clichês de gênero, especialmente quando Bárbara canta: “tu ‘tas sempre tão pronto a dizer que não és, e nem queres ser, como todo o homem, mas és”. Aqui, ela aponta a hipocrisia do parceiro, que se diz diferente, mas repete atitudes machistas comuns. O refrão “Cuidado com o que ele não gosta” reforça o tom irônico e descontraído, mostrando que a protagonista não pretende se anular para agradar. Ao repetir “todo o homem” no final, a cantora amplia a crítica a padrões masculinos de controle e insegurança. A mistura de influências do Afro, Trap e Pop urbano na música reforça a busca de Bárbara Bandeira por uma identidade própria, tanto na arte quanto na vida pessoal.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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