
Romance da Bela Infanta
Barca dos Corações Partidos
Ironia e crítica social em “Romance da Bela Infanta”
“Romance da Bela Infanta”, da Barca dos Corações Partidos, desconstrói o romance ibérico tradicional ao abordar, de forma irônica, a hipocrisia e a violência das dinastias monárquicas. Um dos momentos centrais da música é quando a infanta exige que a esposa do conde seja presa ou morta, evidenciando não só o ciúme e a obsessão, mas também como a crueldade é vista como algo natural no exercício do poder. O tom crítico se aprofunda quando o pai tenta repreender a filha, mas é confrontado pelo passado violento da própria família: “Ó meu pai já te esqueceste / Do que fez nossa família? / Que cortou tantos pescoços / Pra chegar à monarquia”. Esse trecho destaca a ironia da moralidade seletiva da nobreza, mostrando que a violência, agora condenada, foi justamente o que garantiu o poder da família.
A banda ressignifica o contexto do romance tradicional, que costumava tratar de amor e fidelidade, ao expor a herança de brutalidade e a perpetuação de valores distorcidos entre as elites. A infanta, que normalmente seria vista como símbolo de pureza, assume um papel ativo e cruel, invertendo expectativas e revelando a corrupção moral do poder. O uso da palavra “Palmas” ao final reforça a ironia, como se a plateia devesse aplaudir tamanha franqueza e cinismo, conectando o passado histórico à crítica social dos dias atuais.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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