
Noite de Plantão
Barrerito
“Noite de Plantão” e a espera tensa por uma ligação
Em “Noite de Plantão”, a espera amorosa vira um turno emocional: “noite de plantão” sugere coração em serviço contínuo. Quando ele pede “me ligue com a máxima urgência”, o vocabulário de hospital e telefonia dá caráter de emergência a um sentimento no limite. A vigília está em “Passei mais uma noite de plantão / Olhando toda hora o telefone”, e a madrugada “fria” sublinha a solidão. O desejo de reconciliação surge direto — “que essa noite… você pensasse um pouco sobre nós” — enquanto o medo do fim irrompe em “Antes que tudo se acabe”. “Penitência amarga” resume o castigo da espera: o silêncio pune, e o alívio só viria com o toque do telefone.
Há uma pequena narrativa concreta. Ele atravessa a noite de olho no aparelho “na estante perto da televisão”, deixando caminhos para ser encontrado — “consultar a lista”, “solicite auxílio a telefonista”. Esses detalhes mostram desespero contido e esperança teimosa: se ela quiser, consegue ligar; se ligar, talvez haja volta. Lançada em 1993 no álbum homônimo e composta por Ronaldo Adriano e Benedito Seviero, a canção tem a melancolia típica de Barrerito. Sua trajetória, da fase no Trio Parada Dura ao acidente de 1982, ajuda a explicar a entrega emotiva desta interpretação. Entre a saudade e o medo do término, ele se agarra à possibilidade de que, “de repente”, a voz do outro lado devolva calor à noite “fria”.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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