
Dell'arte
Bea Duarte
A teatralidade e intensidade de “Dell’arte” por Bea Duarte
“Dell’arte”, de Bea Duarte, começa de forma marcante ao afirmar: “Non mi scuso / Sono dell’arte / Vivo per lei” (“Não peço desculpas / Sou da arte / Vivo por ela”). Logo de início, a artista deixa claro que não sente culpa por viver intensamente para a arte. O uso do italiano reforça a ligação com a Commedia dell’arte, tradição teatral europeia conhecida pelo uso de máscaras e personagens arquetípicos, e conecta a canção ao universo das artes cênicas. Dentro do contexto do álbum, que é inspirado no teatro, Bea Duarte se apresenta como alguém que transita entre diferentes papéis, assumindo máscaras e explorando emoções com consciência e ousadia.
A letra explora a ideia de espetáculo e farsa, como em “Visto minha farsa / Te apresento a minha graça / Percorro nomes, vilanias e desgraças”, mostrando a artista como protagonista e anti-heroína, capaz de fascinar e inquietar. Quando diz “Eu sempre faço pagar / Aqui nada é de graça”, sugere que toda relação com ela – ou com a arte – tem um custo, ressaltando o lado sedutor e perigoso do palco. O refrão “Eu quero pegar fogo” intensifica o tom dramático, expressando o desejo de causar impacto e rejeitar a neutralidade. Ao afirmar “Ninguém vai sorrir sozinho / Eu vou com tudo”, Bea Duarte reforça que a experiência artística é coletiva, intensa e transformadora, e que ela está disposta a levar o público ao limite das emoções.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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