
Ignorância
Bea Duarte
Conflito entre saber e conformismo em “Ignorância” de Bea Duarte
Em “Ignorância”, Bea Duarte utiliza a repetição do refrão “Ignorância é uma benção, aprenda a receber” para destacar a ironia de um mundo que valoriza a desinformação e o conformismo. A letra revela o incômodo da artista diante da pressão social para aceitar as coisas sem questionar, ao mesmo tempo em que expõe sua dificuldade em se adaptar a esse ambiente. Isso aparece nos versos “Mas eu nunca aprendo o que eu tinha que aprender / Que ficar quieta pode ser melhor pra você”, mostrando o conflito entre o desejo de buscar conhecimento e a expectativa de silêncio como forma de proteção ou conforto.
A música também faz críticas diretas à negação do conhecimento e ao revisionismo histórico, como nos versos “Queimando livros, inventando fatos / Quebrando vidros, porque não querem aceitar”. Bea Duarte aponta para práticas que rejeitam verdades desconfortáveis, sugerindo que a felicidade de muitos está ligada à recusa em enfrentar a realidade. A referência ao “Messias” e aos discursos violentos traz um duplo sentido, podendo ser entendida como crítica tanto a líderes populistas quanto à manipulação religiosa e política. Ao repetir o refrão no final, a artista transmite um tom de resignação, reconhecendo a dificuldade de resistir à ignorância em uma sociedade que a valoriza, mas sem se conformar totalmente com essa situação.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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