
Pacto
Bea Duarte
Crítica à misoginia e estigmas em "Pacto" de Bea Duarte
Em "Pacto", Bea Duarte utiliza ironia para questionar e expor os estereótipos que cercam o sucesso feminino. Logo nos primeiros versos, como “Cadê o sangue que eu me banho toda Lua cheia, gritando o nome de Belzebu?” e “Cadê o rito do meu coven babilônico, por que eu não vendi minha alma pra tu?”, a artista ironiza a ideia de que mulheres só alcançam destaque por meios obscuros ou pactos sobrenaturais. O uso exagerado de termos como “Belzebu” e “coven babilônico” serve para ridicularizar teorias conspiratórias e o moralismo que tentam deslegitimar conquistas femininas, evidenciando uma crítica direta à misoginia e ao machismo estrutural.
A letra também destaca a hipocrisia social ao brincar com a visão de que mulheres que desafiam o patriarcado são vistas como “indecentes” ou “possuídas”. No trecho “Toda mulher que se levanta contra um homem, sucesso é possessão, então porque que eu continuo tão sóbria?”, Bea questiona a lógica que transforma autonomia feminina em algo suspeito. Ao citar “Malleus Maleficarum”, manual histórico de caça às bruxas, ela conecta a perseguição de mulheres no passado com os preconceitos atuais. O tom sarcástico se mantém até o final, especialmente quando ironiza supostos poderes ocultos: “Ouve minha música três vezes no espelho do banheiro que eu vou aparecer”. Assim, "Pacto" se destaca como uma crítica bem-humorada e incisiva aos estigmas impostos às mulheres, usando referências místicas para desmontar narrativas opressoras.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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