A agulha e o dedal
Beatriz Costa
Metáforas e humor em "A agulha e o dedal" de Beatriz Costa
"A agulha e o dedal", interpretada por Beatriz Costa em "A Canção de Lisboa", usa metáforas de costura para retratar, de forma leve e divertida, as idas e vindas de um flerte ou relacionamento amoroso. O refrão — "Ai chega, chega, chega ó minha agulha, afasta, afasta, afasta o meu dedal" — brinca com a ideia da agulha, que fura, e do dedal, que protege, para ilustrar o desejo de aproximação e a resistência, criando um clima de sedução cheio de duplo sentido. Esse jogo de insinuações reflete o contexto da época, quando temas amorosos eram tratados de maneira sutil, como no pedido para "coser o avental do amor".
A letra também aborda questões de valor e status social, como em "Bem sei que não me amas por não ser de prata / E que me desprezas por só ser de cobre". Aqui, a diferença entre prata e cobre serve como crítica ou ironia sobre as distinções de classe e o valor dado às pessoas por sua condição material. Termos como "brejeira" e "trafulha" reforçam o tom popular e espirituoso da canção, aproximando-a do público e mostrando o humor característico do período. No conjunto, "A agulha e o dedal" celebra a esperteza, o jogo amoroso e a irreverência, elementos que ajudaram a consolidar Beatriz Costa como um ícone cultural.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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