
The Gate Of Nanna
Beherit
Rituais e transgressão em “The Gate Of Nanna” de Beherit
Em “The Gate Of Nanna”, a banda Beherit faz uma releitura sombria da mitologia suméria ao retratar Nanna, o deus da lua, como uma figura central em um ritual de transgressão. Ao chamar Nanna de “pai dos deuses” e “herói dos deuses”, a letra transforma a lua em um símbolo de passagem para o pecado e o oculto. A expressão “região da lua” é descrita como “a esfera do pecado eterno”, invertendo o significado tradicional da luz lunar, que geralmente representa pureza, para algo sedutor e proibido.
A música reforça esse clima esotérico ao repetir invocações como “Ave Satanás, Lúcifer Ave” e mencionar nomes como “Alla Xul” e “Gigim Xul”, que remetem tanto ao ocultismo ocidental quanto a entidades demoníacas da tradição mesopotâmica. Essas referências ampliam a ideia de que atravessar “The Gate Of Nanna” é iniciar uma jornada espiritual de ruptura com as normas, em busca de conhecimento e poder em territórios considerados perigosos. O comando final, “Sleep” (“Durma”), sugere uma entrega ao desconhecido, como se o sono fosse o portal para esse universo lunar de mistérios e tentações.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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