
Alucinação
Belchior
Realidade urbana e resistência em "Alucinação" de Belchior
Em "Alucinação", Belchior expõe o contraste entre a vida real nas grandes cidades brasileiras e as tentativas de fuga por meio de teorias, fantasias ou espiritualidades distantes. Ao dizer “a minha alucinação é suportar o dia a dia / E meu delírio é a experiência com coisas reais”, ele rejeita o escapismo e destaca a dureza da existência cotidiana, especialmente para os grupos marginalizados que cita diretamente: “um preto, um pobre, um estudante, uma mulher sozinha”. Essa escolha de personagens reforça a crítica social da música, evidenciando quem mais sofre com a violência, a solidão e a alienação urbana, temas centrais tanto na canção quanto no contexto brasileiro dos anos 1970.
A repetição de “Amar e mudar as coisas me interessa mais” resume o desejo de transformação social por meio do afeto e da ação, em vez de discursos vazios ou resignação. O verso “Longe, o profeta do terror que a Laranja Mecânica anuncia” faz referência ao filme "Laranja Mecânica", símbolo da violência e do caos urbano, reforçando o clima de insegurança das metrópoles. Ao afirmar que não se interessa por “nenhuma teoria”, Belchior defende que viver intensamente, mesmo em meio ao caos, é um ato de resistência e lucidez. Assim, a música se torna um retrato direto da juventude e da sociedade brasileira, marcada pela desigualdade, repressão e pelo desejo urgente de mudança.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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