
Beijo Molhado
Belchior
Nostalgia pop e ironia em “Beijo Molhado” de Belchior
“Beijo Molhado”, de Belchior, faz uma releitura irônica e nostálgica da cultura pop e do cinema clássico, misturando referências globais e elementos do cotidiano brasileiro. Ao citar figuras como Marilyn Monroe, Greta Garbo e Marlene Dietrich, Belchior homenageia ícones do passado, mas também questiona a idealização do amor e do desejo. Isso fica evidente em versos como “Deusas que eu amei com as mãos / Na fumaça azul do cinema”, que sugerem um amor platônico, vivido à distância e mediado pela fantasia do cinema. O tom de saudade de uma era dourada se mistura à percepção de que esses sentimentos são, em parte, construções culturais e ilusões.
A música também destaca o contraste entre o glamour hollywoodiano e a vida suburbana brasileira, ao unir imagens como “beijo comprado no supermercado” e “tomar um sorvete na lanchonete” com referências a canções internacionais, discotecas e fliperamas. Expressões como “suja de batom” e “meu bichinho de neon” reforçam a mistura entre o real e o imaginário, entre o desejo e a rotina. Ao mencionar músicas como “Da Cor do Pecado” e bebidas como “Cuba libre”, Belchior amplia o mosaico de memórias afetivas e culturais. O refrão em italiano no final sugere que o sentimento amoroso é universal, atravessando fronteiras e épocas. Assim, “Beijo Molhado” celebra a juventude, o romance e a influência da cultura de massa, sempre com um olhar crítico e bem-humorado sobre a superficialidade desses símbolos.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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