
Ypê
Belchior
Reflexão sobre tempo e existência em “Ypê” de Belchior
Em “Ypê”, Belchior utiliza imagens do cotidiano de São Paulo para refletir sobre o tempo, a identidade e a existência. A expressão “rio que corre parado” faz referência ao Rio Pinheiros, que, apesar de ser um rio, parece imóvel em meio à cidade. Esse contraste entre movimento e estagnação serve como metáfora para a vida urbana e para a sensação de estar preso no tempo. Nos versos “Não tenho sido e eu sou não serei nem fui”, o artista questiona a linearidade do tempo e sugere uma busca por viver o presente, sem se apegar ao passado ou ao futuro.
A inspiração para a música veio dos ipês-rosa plantados pelo sogro de Belchior, como aparece em “Vede o pé de ypê, apenasmente flora / Revolucionariamente”. Aqui, o ypê representa a força e a simplicidade da natureza, que floresce sem esforço ou intenção, apenas existindo. O termo “apenasmente flora” reforça essa ideia de viver o agora, sem expectativas. A menção à “dançarina de pedra” pode ser uma referência à escultura de Degas no MASP, simbolizando a beleza e a emoção presentes naquilo que parece estático. Assim, “Ypê” propõe uma reflexão tranquila sobre o tempo, o desejo e a importância de contemplar o simples ato de existir.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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