
Baihuno
Belchior
Crítica social e identidade em "Baihuno" de Belchior
Em "Baihuno", Belchior utiliza o título para unir os termos "baiano" e "huno", criando uma imagem irônica e provocativa sobre como os nordestinos são vistos em São Paulo: como invasores ou bárbaros. O artista transforma esse estigma em força política, assumindo a identidade marginalizada para denunciar a hipocrisia da sociedade paulistana, que discrimina os migrantes enquanto perpetua a violência e a exclusão. Isso fica claro nos versos: “Ah! Metrópole violenta / Que extermina os miseráveis / Negros párias, teus meninos”, onde São Paulo é comparada à Babilônia e ao inferno de Dante, símbolos de sofrimento e desterro.
A letra traz referências históricas e literárias, como Che Guevara e Dante Alighieri, reforçando o tom de resistência e denúncia. O trecho “abandonei a escola / Prá cantar em cabaré” revela um aspecto autobiográfico de Belchior, mostrando a busca por identidade e sobrevivência diante das dificuldades. A crítica à hipocrisia religiosa aparece quando o narrador, mesmo se considerando uma “ovelha negra”, afirma que não venderia sua alma ao diabo, pois “o diabo viu mau negócio / Nisso de comprar a minha”, ironizando tanto sua própria marginalização quanto a corrupção do sistema. No final, ao citar “trogloditas, traficantes, neonazistas, farsantes”, Belchior amplia a crítica à decadência moral do Ocidente, sugerindo que até um rinoceronte seria mais decente do que essa sociedade dita cristã.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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