
Quinhentos Anos de Quê?
Belchior
Reflexão crítica sobre a colonização em “Quinhentos Anos de Quê?”
Em “Quinhentos Anos de Quê?”, Belchior questiona a narrativa tradicional das comemorações do chamado "descobrimento" da América, destacando o contraste entre o discurso civilizatório europeu e a violência sofrida pelos povos originários. O verso “Trazia, em vão, Cristo no nome / E, em nome dele, o canhão” deixa clara a crítica à instrumentalização da fé cristã para justificar a conquista e a destruição, mostrando como a religião foi usada como ferramenta de dominação. Ao mencionar as “três caravelas” e levantar dúvidas sobre o destino da América — “Por ventura? Por azar?” —, Belchior reforça o tom questionador, sugerindo que o encontro de culturas resultou em tragédia para os habitantes originais do continente, e não em um feito glorioso como costuma ser celebrado.
A canção também aborda a imposição cultural e linguística, como se vê em “Deploro esta herança na língua / Que me deram eles, afinal”, criticando a perda das identidades indígenas diante da cultura ocidental. A participação dos músicos uruguaios Eduardo Larbanois e Mario Carrero amplia a crítica, mostrando que o debate sobre o colonialismo é comum a toda a América Latina. Ao perguntar “Há motivos para festa? / Quinhentos anos de que?”, Belchior desafia a celebração acrítica da história oficial e convida o ouvinte a refletir sobre o legado da colonização, reconhecendo as marcas de violência, apagamento e resistência que ainda persistem no continente.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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