
Objeto Direto
Belchior
Liberdade e autenticidade em “Objeto Direto” de Belchior
Em “Objeto Direto”, Belchior propõe uma reflexão sobre a relação entre corpo e alma, invertendo a ideia tradicional de que o espírito deve dominar o corpo. Ao desejar “meu corpo bem livre do peso inútil da alma”, ele questiona a valorização excessiva do espiritual e defende uma liberdade baseada nas sensações e emoções. O artista também desafia normas sociais ao afirmar que quer “a violência calma de humanamente amar” e “quebrar o quebranto do permitido e do proibido”, sugerindo que a verdadeira experiência humana está em viver plenamente, sem se submeter a repressões impostas pela sociedade.
A expressão latina “In vino veritas” (no vinho está a verdade) aparece como símbolo da busca por autenticidade. O vinho representa o prazer e a desinibição, permitindo que o sujeito se liberte das máscaras sociais e revele sua verdade interior. O verso “me faz gauche, anjo torto” faz referência ao poema de Carlos Drummond de Andrade, trazendo à tona o sentimento de inadequação e a aceitação da própria singularidade, mesmo que isso signifique ser diferente das expectativas dos outros. O título “Objeto Direto” e o trecho “Substantivo comum / Um infinito presente / Ente/objeto direto” usam a linguagem gramatical para sugerir uma existência direta e sem rodeios, onde o ser se assume por inteiro e vive o presente de forma intensa, sem culpa. A música se apresenta, assim, como um manifesto pela liberdade de ser e sentir, livre de moralismos e autocensura.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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