
Arte Final
Belchior
Crítica social e desencanto em “Arte Final” de Belchior
Em “Arte Final”, Belchior utiliza a ironia para abordar o desencanto com a sociedade e as promessas não cumpridas. Logo no início, ao dizer “Desculpe qualquer coisa, passe outro dia / Agora eu estou por fora, volto logo”, ele expressa afastamento e cansaço diante de mudanças que nunca acontecem. O verso “Sessão de nostalgia, isto é lá com minha tia” mostra seu desprezo por um passado idealizado, sugerindo que a nostalgia não resolve a estagnação social.
A frase “Dancei, sei que dancei” revela uma confissão de derrota, mas também traz um duplo sentido: além de admitir que foi enganado, Belchior sugere que ainda há algo a ser vivido, como em “Mas vem que ainda tem!”. A crítica à confiança nas instituições aparece em “Ora, ora! Até vocês os reis da festa / Ora, essa! Não confiam mais em mim!”, ampliando a desilusão do pessoal para o coletivo. Ele também denuncia a marginalização e o preconceito em “tratar como tratam mulher, preto / Todos entramos no gueto”, conectando experiências individuais a problemas sociais maiores.
No final, Belchior ironiza a sociedade de consumo e a perda de ideais: “Esperávamos os alquimistas, e lá vem chegando os bárbaros / Os arrivistas, os consumistas, os mercadores”. Ele lamenta a ausência de rebeldia e criatividade, evocando estudantes, artistas e sonhadores, e sugere que a única saída é o aeroporto, símbolo de fuga e exílio. Assim, “Arte Final” faz um retrato crítico de uma geração frustrada, mas que ainda busca sentido em meio ao desencanto.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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