
Balada do Amor
Belchior
Desencanto e ironia sobre o amor em “Balada do Amor”
Em “Balada do Amor”, Belchior adota um tom irônico e desencantado ao abordar o tema do amor. Logo no início, o narrador rejeita a ideia de amar novamente, afirmando que o amor "já não se faz sem punhais". Essa imagem forte sugere que, para ele, o amor está mais associado ao sofrimento e à desilusão do que à idealização romântica. O verso "Ah! Eu nasci perdedor" reforça esse sentimento de fracasso inevitável nas relações, mostrando um eu lírico marcado por experiências negativas e ceticismo diante das promessas amorosas.
A canção faz referência direta a Don Juan, personagem símbolo das conquistas amorosas superficiais, para criticar o romantismo tradicional e a busca vazia por paixões. Ao mencionar "tesão de deusa pagã que vence o amor a La D.Juan", Belchior contrapõe o desejo carnal ao amor idealizado, sugerindo que a paixão é mais verdadeira, mas também mais arriscada. A citação de Dante Alighieri, "Amor que move o sol e outras estrelas", aparece de forma ambígua: ao mesmo tempo em que reconhece a grandiosidade do amor na literatura, ironiza a distância entre esse ideal e a realidade do narrador. No final, o pedido para ser "aprendiz do amor perverso, do amor feliz" revela a busca por um entendimento mais realista do amor, aceitando sua dualidade – capaz de elevar e de ferir, presente tanto em "anjos e animais".
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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