
Lamento do Marginal Bem Sucedido
Belchior
Crítica social e ironia em “Lamento do Marginal Bem Sucedido”
O título “Lamento do Marginal Bem Sucedido” já revela a ironia central da música de Belchior: ele se apresenta como alguém à margem da sociedade, mas que, de forma paradoxal, alcançou algum tipo de sucesso. Essa contradição serve para questionar o verdadeiro significado de vencer em um país marcado pela desigualdade. O verso “Ah! metrópole violenta que extermina os miseráveis, negros párias, teus meninos!” faz uma crítica direta à violência urbana e à exclusão social, refletindo o contexto do Brasil dos anos 90, quando a desigualdade e a marginalização eram temas urgentes.
Belchior também faz referência ao slogan “É proibido proibir!”, associando a música ao espírito contestador do movimento estudantil de 1968 e à resistência contra opressões políticas e sociais. O tom sarcástico aparece em frases como “Ao vencedor as batatas, o troféu abacaxi”, que ironizam as recompensas amargas de quem supostamente triunfa nesse sistema injusto. O personagem da canção se define como “marginal bem sucedido e amante da anarquia”, mas rejeita o rótulo de “renegado sem causa”, mostrando consciência das próprias contradições. O blues, citado no início, funciona como símbolo de lamento e resistência, reforçando o clima de desilusão. Apesar da dureza do mundo, Belchior aponta para a busca por afeto, como em “uma dose de amor, esse artigo sempre em falta, cairia muito bem em mim”, sugerindo que o amor, mesmo escasso, ainda é um refúgio diante do caos.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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