
Galos, Noites e Quintais
Belchior
Memória e resistência em "Galos, Noites e Quintais" de Belchior
"Galos, Noites e Quintais", de Belchior, aborda a perda da inocência e das referências do passado rural, conectando essas lembranças a um sentimento de resistência diante das adversidades do tempo e do contexto histórico. O verso “quando havia galos, noites e quintais” faz referência à infância no interior, marcada pela simplicidade e tranquilidade. Esses elementos representam não só um tempo mais ingênuo, mas também uma liberdade que foi sendo corroída pelo “tempo negro” – expressão que, no contexto da música, pode ser entendida como uma alusão ao período de repressão do regime militar brasileiro.
A nostalgia presente na letra é atravessada por uma postura crítica. No trecho “Não sou feliz, mas não sou mudo, hoje eu canto muito mais”, Belchior mostra que, mesmo diante das dificuldades e da tristeza causadas pelo tempo e pela repressão, a resposta é a expressão artística e a resistência por meio da música. O contraste entre o passado bucólico e o presente difícil reforça a ideia de resiliência, em que cantar se torna um ato de enfrentamento e afirmação de identidade. Dessa forma, a canção ultrapassa a memória pessoal e se transforma em um retrato coletivo de uma geração que, apesar das perdas, encontra força na arte para não se calar.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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