
Pequeno mapa do tempo
Belchior
O medo coletivo no Brasil em “Pequeno mapa do tempo”
Em “Pequeno mapa do tempo”, Belchior utiliza a repetição da palavra “medo” para mostrar que a insegurança não era apenas um sentimento individual, mas sim uma experiência coletiva durante a ditadura militar no Brasil. Ao citar cidades de todas as regiões do país — “Belo Horizonte”, “Belém”, “Salvador”, “Porto Alegre” —, ele constrói um mapa simbólico onde o medo atravessa fronteiras e atinge pessoas de diferentes origens e classes sociais. Essa escolha reforça a ideia de que o medo era um sentimento compartilhado, presente tanto nas grandes cidades quanto nos lugares mais afastados.
A letra traz imagens marcantes como “faca de ponta”, “fantasma escondido no porão” e “cidade morta” para ilustrar a sensação de ameaça constante e os perigos ocultos da época, refletindo o clima de repressão e censura vivido sob o regime militar. O verso “Eu tenho medo de que chegue a hora em que eu precise entrar no avião” faz referência ao exílio forçado, um medo real para muitos artistas e opositores do governo. Além disso, ao citar a canção folclórica “Meu boi morreu, o que será de mim?”, Belchior aprofunda o sentimento de perda e desamparo, mostrando que, mesmo quando um medo desaparece, outro logo surge, como em “Morre o meu medo e isto não é segredo / Eu mando buscar outro lá no Piauí”. Dessa forma, o artista transforma o medo em uma presença constante e renovada, refletindo as angústias de uma geração marcada pela opressão.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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