
Os Profissionais
Belchior
Desencanto geracional em "Os Profissionais" de Belchior
Em "Os Profissionais", Belchior faz uma crítica direta à transformação dos jovens revolucionários de 1968 em adultos conformados e consumistas nos anos 1980. Ele ironiza essa mudança ao mencionar o "tipo afoito" que queria "tomar o poder" e hoje é "rei da vaselina", mostrando como antigos ideais radicais foram trocados por uma postura flexível e conveniente. A referência ao "Flower power" e ao florista que "cobrou a conta e sumiu" reforça a ideia de que o movimento hippie, antes símbolo de rebeldia, acabou absorvido pelo sistema capitalista, restando apenas a desilusão e a conta a pagar.
Belchior também cita Rimbaud, poeta que abandonou a arte e os sonhos da juventude, como metáfora para uma geração que perdeu seus ideais por "delicadeza" ou cansaço, refletido no verso "J'ai perdu (também!) ma vie!" ("Eu perdi (também!) minha vida!"). O tom crítico aumenta ao ironizar o retorno à "família" e à "vidinha à pilha", chamando os antigos sonhadores de "yuppies sabor baunilha" – expressão que satiriza a adoção de um estilo de vida padronizado e consumista. O trecho "I have a dream... My dream is over!" ("Eu tenho um sonho... Meu sonho acabou!") faz referência ao discurso de Martin Luther King, indicando o fim das utopias e a rendição ao pragmatismo. No final, Belchior resume a frustração de quem se sente "muito jovem pra morrer e velho pro rock 'n' roll", preso entre a nostalgia dos sonhos e a realidade do conformismo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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