
Do Mar, do Céu, do Campo
Belchior
Referências artísticas e cultura pop em “Do Mar, do Céu, do Campo”
Em “Do Mar, do Céu, do Campo”, Belchior utiliza referências do universo de Marcel Duchamp para criar uma canção que desafia padrões tradicionais e explora a ideia de identidade e transformação. Ao mencionar “Rose Sélavy” (alter ego feminino de Duchamp) e o conceito de “ready made” (objetos comuns transformados em arte), Belchior sugere que a própria música é um objeto artístico híbrido, construído a partir de fragmentos do cotidiano, da cultura pop e da história da arte. Isso aparece em versos como “Ay! Minha moça ready made passando de virgem à noiva”, que faz referência à obra “A Noiva Desnudada por seus Solteiros, Mesmo”, misturando erotismo, ironia e experimentação.
A canção também traz intertextualidade ao citar “Ubu”, personagem de Alfred Jarry conhecido pelo absurdo e pela sátira ao poder, e ao incorporar a marchinha “A.E.I.O.U.” de Noel Rosa e Lamartine Babo, inserindo elementos da cultura popular brasileira no contexto surrealista da música. O uso de sílabas desconexas e jogos de palavras, como “Fê-pê, lê-pê, o-pô, rê-pê”, reforça o tom lúdico e experimental, evocando o dadaísmo e o nonsense. Quando Belchior afirma “A culpa é do cinema!”, ele sugere que realidade e ficção se misturam, mostrando como nossa percepção do mundo é influenciada por referências culturais e artísticas. Assim, a música constrói uma narrativa fragmentada, onde cotidiano, arte e nonsense se unem para questionar convenções e valorizar a liberdade criativa.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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