
Joia de Jade
Belchior
Reflexão sobre pureza e serenidade em “Joia de Jade”
“Joia de Jade”, de Belchior, explora a busca por pureza e autenticidade por meio de imagens ligadas à natureza e à introspecção. No trecho “Trago guardada num quintal dentro de mim / Horto fechado que o povo chama jardim”, o artista revela um espaço íntimo e protegido dentro de si, onde cultiva sentimentos e memórias valiosas. As referências a flores como alecrim, dama da noite e rosa de cheiro reforçam a delicadeza e o valor afetivo desse jardim interno, que funciona como fonte de identidade e serenidade.
A participação de Dominguinhos e a presença de elementos da música nordestina aparecem tanto na sonoridade quanto nas menções à flora brasileira, como a vitória-régia. A metáfora “A face oculta da Lua aparece na água do brejo / Vitória-régia, a ausência total de desejo” sugere um estado de contemplação, em que o desejo é substituído por aceitação e tranquilidade. Já o verso “Joia de jade de onde a luz vem / Lâmina animal, espelho que tudo reflete e que nada retém” destaca a ideia de algo precioso e puro, que ilumina sem se apegar. No final, “Que as coisas sejam só o que são / Eis o fausto do amor sem defeito / Sujeito-objeto de nula intenção” propõe um amor livre de expectativas, celebrando a simplicidade e a verdade como os maiores tesouros. A canção convida à apreciação da beleza natural e da paz interior, temas marcantes na obra de Belchior.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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