
Protesto Olodum
Bell Marques
Crítica social e esperança em "Protesto Olodum" de Bell Marques
"Protesto Olodum", interpretada por Bell Marques, destaca as desigualdades sociais e o descaso do poder público no Brasil, especialmente em relação ao Nordeste. O verso “Na Bahia existe Etiópia” faz uma comparação direta entre a miséria nordestina e a fome extrema da Etiópia nos anos 1980, evidenciando como o país ignora a situação crítica dessa região. O contexto histórico da música, lançada durante a polêmica expulsão de moradores do Pelourinho sob o argumento de revitalização, reforça a crítica social em versos como “Pelourinho contra a prostituição” e “faz protesto, manifestação”. Esses trechos refletem tanto a degradação do centro histórico quanto a resistência dos moradores diante das injustiças.
A letra também aborda problemas nacionais ao citar a AIDS e a poluição em Cubatão, cidade símbolo da degradação ambiental nos anos 1980. O trecho “por minuto um homem vai morrer / sem ter pão nem água pra beber” amplia o protesto, conectando a luta local a questões globais de fome e miséria, inclusive ao mencionar Moçambique. Apesar do tom de denúncia, a canção transmite esperança e resistência, como em “mas somos capazes / o nosso Deus a verdade nos trás / monumento da força e da paz”, sugerindo que a população pode se unir e lutar por dias melhores. A repetição de “e lá vou eu” reforça o engajamento contínuo e a disposição para a luta coletiva, marca registrada do Olodum e de sua atuação social e cultural.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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