
Minha Deusa
Bell Marques
“Minha Deusa”: reescrita inclusiva, afeto e autoestima
“Minha Deusa” nasce como reescrita que transforma uma polêmica em celebração. Após críticas de racismo e machismo e a assinatura de um TAC com o Ministério Público da Bahia, Bell Marques substitui “minha nega” por “Minha Deusa” e ajusta “mas eu só gosto do cabelo de chapinha” para “eu também gosto do cabelo de chapinha”, trocando a ideia de preferência por inclusão. A nova letra ainda enumera “Cabelo crespo, cabelo liso, cabelo black, cabelo loiro”, sinalizando que todo estilo é bem-vindo. O refrão preserva o tempero baiano de “Ô, mainha”, mas, agora, celebra diversidade e carinho sem reduzir a mulher a um padrão.
Na narrativa, é “dia de salão”: ela se arruma, chama atenção (“todo mundo gosta de te ver”) e a promessa de romance aparece em “que esta noite só vai dar eu e você”. O desejo é afirmado em “Com esse amor ninguém pode”, enquanto a imagem bem-humorada “só água na cabeça pra apagar o fogo” funciona como metáfora do calor da paquera e piscadela ao ritual do salão. O mantra “tá lindo, tá lindinho” age como elogio contínuo e grito de festa, alimentando autoestima e afeto. No conjunto, o axé equilibra romance, alegria e exaltação de todos os cabelos, convertendo uma controvérsia em convite à celebração plural.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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