Atentado
Benflos
Ironia e prazer como fuga em "Atentado" de Benflos
"Atentado", de Benflos, utiliza ironia e humor ácido para transformar o conceito de explosão, geralmente ligado à violência, em uma metáfora para o prazer e a fuga do tédio. O verso “Que homem bomba que nada, essa noite a gente vai explodir de prazer” inverte a ideia de atentado, sugerindo que, em vez de destruição, a explosão aqui é uma resposta ao cansaço e à rotina sufocante. O prazer se torna uma forma de resistência diante das pressões diárias.
A letra destaca, de forma sarcástica, os rituais de ansiedade do cotidiano, como “roer as unhas até chegar aos cotovelos” e “re-implantar os fios arrancados dos cabelos”. O refrão “Tenho que pagar as contas / Não há tempo e o passatempo é reclamar” evidencia a sensação de sufocamento e a reclamação como único escape. Imagens como “inseticida para amigos hematófagos” e “spray de pimenta para namoros tão neuróticos” reforçam a ideia de relações tóxicas, tratadas como pragas. Mesmo nesse cenário caótico, a busca pelo prazer aparece como um “atentado ao tédio”, uma explosão positiva em meio à opressão dos “tempos estranhos em que o dinheiro é que manda”. Benflos, assim, ironiza os problemas do dia a dia, exagerando-os para mostrar a importância de pequenas rebeliões para sobreviver à rotina.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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