O Não saiu do Escuro

Bernardo Sena

Letra

    O não saiu do escuro pra dizer que é meu
    Venha, venha ouvir o que é meu
    O não saiu do escuro pra dizer que é meu
    Venha, venha ouvir o que é meu
    O não saiu do escuro pra dizer que é meu
    Venha, venha ouvir o que é meu
    O não saiu do escuro pra dizer que é meu
    Venha, venha ouvir o que é meu

    Fui me dobrando pra caber em canto torto
    Fui apertando o peito só pra não ser morto
    Mas agora eu canto com voz que não tremula
    É meu direito ter espaço sem ferida
    O devagar também é jeito de chegar
    Eu mereço não correr, só respirar
    Não sou atraso, sou caminho sem grito
    Sou o passo que respeita o próprio ritmo

    O não saiu do escuro pra dizer que é meu
    Venha, venha ouvir o que é meu
    O não saiu do escuro pra dizer que é meu
    Venha, venha ouvir o que é meu
    O não saiu do escuro pra dizer que é meu
    Venha, venha ouvir o que é meu
    O não saiu do escuro pra dizer que é meu
    Venha, venha ouvir o que é meu

    Fizeram troféu do que me machucava
    Chamaram de coragem a dor que me calava
    Mas hoje, não, eu não visto esse uniforme
    Não aceito a farda que me deforma
    Ela e ele, ninguém pode decidir
    O espaço que eu preciso pra existir
    Minha lentidão é firmeza que sustenta
    E meu silêncio carrega voz sedenta

    O não saiu do escuro pra dizer que é meu
    Venha, venha ouvir o que é meu
    O não saiu do escuro pra dizer que é meu
    Venha, venha ouvir o que é meu
    O não saiu do escuro pra dizer que é meu
    Venha, venha ouvir o que é meu
    O não saiu do escuro pra dizer que é meu
    Venha, venha ouvir o que é meu

    O não saiu do escuro pra dizer que é meu
    Venha, venha ouvir o que é meu
    O não saiu do escuro pra dizer que é meu
    Venha, venha ouvir o que é meu
    O não saiu do escuro pra dizer que é meu
    Venha, venha ouvir o que é meu
    O não saiu do escuro pra dizer que é meu
    Venha, venha ouvir o que é meu
    O não saiu do escuro pra dizer que é meu
    Venha, venha ouvir o que é meu
    O não saiu do escuro pra dizer que é meu
    Venha, venha ouvir o que é meu
    Venha.! Venha.! Venha! Venha!

    Composição: Bernardo Nobre Soares de Sena. Essa informação está errada? Nos avise.

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