
Diga
Besouro Mulher
Desejo e autossabotagem nas relações em “Diga”
Em “Diga”, da Besouro Mulher, a repetição do verso “Diga, qual foi a vítima da vez da sua fome” destaca uma dinâmica de desejo intenso e predatório, onde o outro é visto como objeto de desejo e consumo emocional. O termo “fome” funciona como metáfora para carência, desejo sexual ou necessidade de validação, mostrando relações marcadas por intensidade e destruição. O contexto da banda, que costuma abordar a complexidade das relações humanas e a linha tênue entre verdade e ilusão, aparece nos versos “Diga, com essa mentira que te come” e “Mentindo pra si mesmo, que não era eu”. Esses trechos sugerem um ciclo de autoengano e negação, em que o personagem tenta se afastar do impacto emocional do relacionamento, mas acaba preso em suas próprias mentiras.
A música também aborda a dualidade entre prazer e autodestruição, como nos versos “Diga, por que flerta com a morte” e “Diga, se existe mesmo enquanto fode”. O ato sexual é apresentado de forma ambígua: pode ser tanto uma busca por conexão genuína quanto uma fuga ou tentativa de preencher um vazio existencial. O trecho “A cada toque um tornado toca o mar / De pouco em pouco esse mar vai se secar” reforça que a intensidade do desejo pode levar ao esgotamento emocional, transformando prazer em desgaste. Assim, “Diga” constrói um retrato direto e inquietante de relações marcadas por desejo, mentira e a busca constante por sentido, sem oferecer respostas fáceis ou finais felizes.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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