
Cruzada
Beto Guedes
A dualidade humana e o refúgio do afeto em “Cruzada”
Em “Cruzada”, Beto Guedes interpreta uma composição de Márcio Borges e Tavinho Moura que explora a dualidade da natureza humana, especialmente a tensão entre delicadeza e agressividade. O verso “se dá um riso dá um tiro” resume essa contradição, mostrando como sentimentos opostos podem coexistir em situações de vulnerabilidade. A música retrata o medo diante de um mundo incerto, como em “Não sei andar sozinho / Por essas ruas / Sei do perigo que nos rodeia”, e revela o desejo de proteção e acolhimento no “abrigo do teu abraço / Que me incendeia”. Aqui, o amor surge como um refúgio capaz de fortalecer diante das adversidades.
A letra também destaca a identificação e cumplicidade entre duas pessoas que compartilham fragilidades e valores, como em “Você parece comigo / Nenhum senhor te acompanha”. Imagens como “flor nas janelas da casa” trazem delicadeza e esperança, enquanto trechos como “olho no seu inimigo” e “se dá um riso dá um tiro” reforçam que até pessoas sensíveis podem reagir com firmeza quando necessário. O contraste entre a ausência de sinais de paz no mundo externo e a tranquilidade encontrada no olhar do outro mostra que, mesmo em meio à insegurança, o afeto é capaz de trazer serenidade e sentido à vida.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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