
Feira Moderna
Beto Guedes
Reflexão social e existencial em “Feira Moderna” de Beto Guedes
“Feira Moderna”, de Beto Guedes, aborda de maneira sutil a tensão entre aparência e essência, especialmente ao mostrar como a sociedade julga e teme características individuais. Nos versos “Tua cor é o que eles olham, velha chaga / Teu sorriso é o que eles temem, medo, medo”, a música critica a superficialidade e o preconceito, destacando feridas antigas e o medo do diferente. Esse tema ganha ainda mais peso ao se considerar o contexto dos anos 1970, período marcado por repressão e censura no Brasil.
A canção utiliza imagens enigmáticas para refletir sobre a modernidade e o distanciamento humano. O verso “Feira moderna, o convite sensual” sugere a sedução das novidades e do consumo, enquanto “Oh! Telefonista, a palavra já morreu” aponta para a perda da comunicação verdadeira diante da tecnologia e da pressa do cotidiano. Quando diz “Meu coração é novo / E eu nem li o jornal”, o eu lírico expressa uma busca por renovação interior e autenticidade, afastando-se das influências externas. Já em “Independência ou morte / Descansa em berço forte / A paz na Terra, amém”, há uma mistura de ironia e esperança, questionando se a liberdade é real ou apenas simbólica. Assim, “Feira Moderna” propõe uma reflexão crítica sobre alienação, busca por sentido e os desafios de se manter autêntico em meio à modernidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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