O Ano Que Virá
Beto Mi
Esperança irônica e cotidiano em “O Ano Que Virá” de Beto Mi
Em “O Ano Que Virá”, Beto Mi utiliza uma ironia sutil para abordar a expectativa de grandes mudanças com a chegada de um novo ano, frequentemente alimentada pela mídia. Logo no início, a música contrapõe as promessas de transformação feitas pela televisão com a realidade cotidiana, que permanece opressiva e sem grandes alterações. A letra é construída como uma carta para um amigo distante, o que traz um tom íntimo e pessoal ao relato do desalento, mas também de uma esperança quase forçada diante do futuro incerto. O verso “Cortaram as asas e o bico do meu paraíso” reforça a sensação de perda de liberdade e de sonhos, enquanto a cidade segue parada, mesmo com a virada do ano.
O contexto histórico e a trajetória de Beto Mi ajudam a entender o tom de esperança irônica presente na música. Ao citar promessas quase impossíveis — “os gênios estarão de volta”, “comida sobrando em cada mesa”, “cada Cristo descerá da cruz” —, o compositor ironiza a crença em soluções mágicas para problemas antigos, criticando a passividade diante das dificuldades. A frase “Veja, caro amigo, o que a gente tem que inventar para poder se gozar e continuar esperando” mostra que a esperança, mesmo que ilusória, é uma forma de suportar a rotina e a falta de perspectivas reais. Assim, a música mistura leveza e melancolia, destacando o valor de compartilhar experiências e manter laços afetivos, mesmo quando as mudanças prometidas não se concretizam.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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