
A Conta Vai Chegar
Bia Ferreira
Justiça histórica e resistência em "A Conta Vai Chegar"
Em "A Conta Vai Chegar", Bia Ferreira transforma a cobrança por justiça histórica em uma mensagem direta e inevitável. A artista usa sua voz como instrumento de denúncia, como no verso “A altura da minha voz é do mesmo tamanho da sua dívida”, que relaciona sua potência vocal à dívida histórica da colonização, escravidão e genocídio de povos originários. O videoclipe, gravado no Cais das Colunas em Lisboa — local simbólico da chegada de navios negreiros —, reforça visualmente a lembrança do passado colonial e a urgência do reconhecimento dessas feridas ainda abertas.
A letra utiliza metáforas e ironias para expor privilégios e hipocrisias do cotidiano, como em “Prefere jogar fora do que dar pra um faminto” e “Pra empregada paga menos do que um salário mínimo?”, criticando a indiferença e o racismo estrutural. Ao citar “racismo reverso em plena TV” e “terra plana, num plano de genocídio”, Bia ironiza discursos negacionistas e a banalização do sofrimento negro e indígena. A repetição de “A conta vem!” e “Eu não paro de pregar até que a babilônia caia!” traz um tom profético e militante, reforçando a ideia de que a reparação é urgente e inadiável. Expressões como “Sharamanayas!” e referências bíblicas ironizam o uso da religião para justificar desigualdades, denunciando a exploração e o enriquecimento à custa do sofrimento alheio. Ao final, a insistência em “A conta vai chegar!” deixa claro que a luta antirracista é uma exigência que atravessa fronteiras.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Bia Ferreira e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: