
Antes de Ir
Bia Ferreira
Espiritualidade e ancestralidade em “Antes de Ir” de Bia Ferreira
Em “Antes de Ir”, Bia Ferreira inicia a música invocando Exu e Oyá, figuras centrais das religiões afro-brasileiras. Exu é reconhecido como o mensageiro e guardião dos caminhos, enquanto Oyá (Iansã) representa os ventos e as transformações. Ao pedir proteção e força a esses orixás, a artista demonstra respeito profundo por suas raízes e pela ancestralidade, deixando claro que sua caminhada é guiada por valores espirituais. O pedido por "eloquência e sabedoria toda vez que eu falar" e "humildade pra fazer silêncio quando eu não acrescentar" reforça a importância da responsabilidade com a palavra e do equilíbrio entre ação e silêncio, princípios valorizados nas tradições de matriz africana.
O refrão, repetido como um mantra, expressa o desejo de ser "instrumento da arte" e de alinhar o corpo ao "propósito do universo em mim". Bia Ferreira destaca o papel da arte como ferramenta de transformação social e resistência, alinhando-se à sua proposta de "Música de Mulher Preta" (MMP), que busca dar visibilidade a questões sociais e históricas. O verso "que eu seja o que meus ancestrais sonharam" conecta sua trajetória ao legado de luta e sonhos dos que vieram antes, mostrando que sua arte é uma continuação desse caminho. Assim, a música transmite respeito, gratidão e propósito, convidando à reflexão sobre identidade, missão e legado coletivo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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